Sistema Endócrino

tópicos de aula

professor: José Waldo Saraiva Câmara Filho

 

Sistema de comunicação

            Influenciando pensamentos, emoções, comportamento e ações

 

diferença para o sistema nervoso – utiliza-se de hormônios e o SN de sinais eletroquímicos

 

Hormônios

            Substâncias químicas que afetam o organismo, produzidos por glândulas endócrinas que utilizam a corrente sanguínea para alcançar as células alvo

            Efeitos com início de segundos a horas e duração que pode ser longa e alvos múltiplos

 

Sintonia com o trabalho do sistema nervoso

 

Glândulas exócrinas

                        Liberação através de ductos diretamente ao alvo (maioria na superfície do corpo ex.: lacrimais, sebáceas e sudoríparas)

 

Glândulas endócrinas

                        Liberação na corrente sangüínea – alvos podem estar distantes

            Pineal

            Hipotálamo

            Hipófise

            Tireóide

            Paratireóide – paratormônio (metabolismo do cálcio)

            Timo – timosina – mantém e amadurece linfócitos e órgãos linfóides; experimenta processo de atrofia com a idade

            Adrenais

            Pâncreas

            Ovários

            Testículos

 

Histórico

            Sueco Berthold em 1849 – retirada de testículos de galo – parou de cantar e sem agressividade – reimplantação na cavidade peritoneal – volta do comportamento anterior – não necessitando assim de conexão nervosa.

 

Usos clínicos de hormônios

            Suprir faltas

            Alterar funções – ex.: ACO

            Retardar envelhecimento – TRH

            Força muscular – testosterona

            Aumentar libido – testosterona

 

Classificação (quanto a estrutura química)

            Aminoácidos – ex.: adrenalina – síntese a partir do aa tirosina

            Peptídeos ou proteínas

            Esteróides – ex.: hormônios sexuais - síntese a partir do colesterol; receptores no citoplasma ou núcleo – influência na expressão gênica

 

Classificação (quanto à função)

            Da homeostase

                        Necessidade de meio interno constante

                        Ex.: insulina – captação celular da glicose

            Da reprodução

                        Atuam desde antes do nascimento até o final da vida

                        Ações que vão desde o controle reprodutivo até a diferenciação de gênero

                          

            Do estresse

                        Reação de alarme

 

Controle Hierárquico hormonal

            Cérebro (hipotálamo) → hipófise → glândulas endócrinas → células alvo

 

Regulação Hormonal

            Neural

                        Hipotálamo e SNA (glândulas fora do SNC)

                        Papel da experiência

            Hormonal

                        Feedback hormonal – manter estável nível hormonal no sangue

            Por substâncias químicas não hormonais

                        Ex.: glicose, cálcio, sódio...

 

Liberação pulsátil de hormônios e variação circadiana e ultradiana

            Descarregados várias vezes ao dia em ondas que em geral não duram mais que minutos

 

 

Hipófise ou Pituitária

            Glândula mestra

            Hormônios “trópicos”

            Controle hipotalâmico

            Divisão

                        Adenohipófise ou hipófise anterior – embriologicamente deriva do tecido do céu da boca

                        Neurohipófise ou hipófise posterior – embriologicamente deriva do hipotálamo

 

            Localização – sela túrcica

 

            Anatomia

 

Hormônios produzidos

            GH (somatotrofina, growth hormone)

            TSH (hormônio tireotrófico)

            ACTH (hormônio adrenocorticotrófico)

            FSH (hormônio folículo estimulante) – maturação dos folículos ovarianos e espermatozóides

            LH (hormônio luteinizante) – ovulação e formação do corpo lúteo, estimulante das células intersticiais do ovário e testículo

            Prolactina

 

            Ocitocina – contração uterina, lactação, instinto materno? (origem hipotalâmica)

            ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina) (origem hipotalâmica)

           

GH – Hormônio do Crescimento

 

            É importante para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens de crescimento dos ossos (epífises), o que ocorre no final da puberdade, em geral, entre os 15 e os 20 anos de idade.

 

Possui também importantes funções no metabolismo, principalmente:

  1. aumento da síntese de proteínas (principalmente nos ossos e músculos)
  2. diminui a deposição de gorduras em algumas regiões do organismo como o abdômen e o tronco
  3. aumento das necessidades de insulina pelo organismo
  4. retém sódio e eletrólitos
  5. aumento da absorção intestinal e eliminação renal de cálcio

 

 

A liberação normal ocorre durante o sono normal, havendo 3 a 4 picos em cada noite de sono. Estes picos são maiores durante a puberdade e tendem a diminuir com a idade em todas as pessoas.

 

Nos pacientes adultos com deficiência de GH, a sua reposição provoca aumento da capacidade física, diminuição do peso corporal, redistribuição da gordura abdominal, aumento da massa muscular, melhora do humor e do desempenho intelectual, entre outros efeitos mais importantes.

 

Em função destes excelentes efeitos benéficos, seu uso passou a ser especulado em situações como a obesidade severa e, principalmente, no sentido de reduzir o processo de envelhecimento e para a melhoria do condicionamento físico.

 

Estes usos, no entanto, não são cientificamente recomendados e, até ao contrário, contra-indicados. Assim, no esporte em geral, a sua utilização é considerada ilícita, estando incluída entre as substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional.

 

No que se refere ao efeito antienvelhecimento, o mesmo não está demonstrado. Até ao contrário, em pessoas normais e idosas, ocorre uma redução progressiva da produção de GH, sendo este processo considerado associado ao envelhecimento. Doenças crônicas associadas, alterações nutricionais, redução de atividade física, alterações de sono e uso de diversas medicações são situações em que pode haver piora desta produção hormonal. O emprego de GH em idosos pode apresentar graves efeitos colaterais, como o desencadeamento de diabete melito, aumento da pressão arterial, agravamento de dores articulares e artrose, edemas e piora de função cardíaca e renal.

 

 

Controle Hipotalâmico

            Fatores de Liberação

 

                        Somatostatina

                        Hormônio Liberador de somatotrofina (GHRH)

                        H. liberador de gonadotrofina

                        H. liberador de tireotrofina (TRH)

                        H. liberador de corticotrofina (CRH)

 

Patologia

            Excesso de produção do GH (tumores/adenomas hipofisários geralmente primários)

                        Gigantismo (infância e adolescência)

                        Acromegalia (adultos) crescimento ósseo, especialmente crânio e mandíbula e extremidades

                                   Proliferação de tecidos com alargamento das mãos e pés; características faciais grosseiras

                                    Também hiperidrose, intolerância ao calor, cansaço e ganho de peso

                                   Tratamento cirúrgico, irradiação ou análogo da somatostatina

 

            Síndrome de Sheehan

                        Panhipopituitarismo pós-parto (secundária à necrose hipofisária)

                        Manifestações clínicas realcionadas á hipofunção tireóidea, suprarrenal, gonadal

 

            Prolactinomas

                        O tumor hipofisário mais comum

                        Sintomas relacionados à ação hormonal (infertilidade, alterações menstruais, galactorréia, redução na libido, impotência no homem) ou compressão tumoral (cefaléia, distúrbios visuais)

                        Pode haver também hipopituitarismo

                        Tratamento medicamentoso (agonistas dopaminérgicos) ou cirúrgico